Cultura e tradições africanas salvam vidas: Iniciativa do voluntariado trabalha formação de jovens no Rio de Janeiro

O projeto social "Medicina Tradicional africana e os povos pindorâmicos", uma parceria da Fundação Banco do Brasil e Instituto Horus, une o voluntariado, a consciência negra e a educação para o futuro. As atividades na área de agroecologia e palestras sobre ancestralidade e culturas tradicionais, como jardinagem, paisagismo, agricultura orgânica e medicina tradicional africana, são realizadas com crianças e jovens de 12 à 21 anos que cumprem medidas socioeducativas. 

Iniciativa trabalha com a formação e reinserção social de jovens internos em instituição do governo do Rio de Janeiro. O projeto traz resultados importantes a serem apresentados nesta data, dia 20 de novembro, comemoração da Consciência Negra por se tratar de um público vulnerabilizado de famílias desestruturadas, em um contexto social de elevados índices de violência contra jovens negros de regiões periféricas no Brasil. O projeto busca portanto proporcionar um trabalho de formação profissional, conscientização sobre a questão da ancestralidade africana e a melhoria no comportamento  e a consequente reinserção na sociedade. 


Érica Portilho

O Instituto Horus, também chamado de Instituto Hoju, é presidido pela pesquisadora e empreendedora social Érica Portilho e dirigido por mulheres negras do morro da Mangueira e de outras comunidades do Rio de Janeiro. O resgate e a difusão da cultura dos povos pindorâmicos e dos povos africanos “é um causa ecossistêmica, muito propícia ao momento em que estamos passando, para restituir a terra, transformar uma terra não produtiva em produtiva, entender a terra como mãe, resgatar valores ancestrais, éticos e morais”, explica. 

As atividades educativas, workshops e encontros acontecem no Rio de Janeiro e também em outras localidades do estado fluminense como Guapimirim, Magé, Parati, Seropédica e Teresópolis. Com estas ações itinerantes a parceria já conseguiu alcançar um público de 700 pessoas. 

Resultados 

Érica destacou exemplos de muitos jovens que estão conseguindo a revisão das medidas a partir do acompanhamento do corpo técnico, formado por antropólogos, assistentes sociais, psicólogos e psicopedagogos. “Três jovens de Saquarema, Rio das Ostras e Itaboraí voltaram para casa  e  implementaram as hortas orgânicas. Estamos realizando com eles mentoria, modelagem e preparo técnico para a correta reaplicação da iniciativa”, afirmou Érica. 


São resultados como esses que traduzem o propósito da Fundação BB de valorizar vidas para transformar realidades.


Voluntário BB Rafael de Paula

Rafael de Paula, gerente de relacionamento na agência Praça da Bandeira (RJ),  é o voluntário do projeto e está satisfeito com o resultado. "Na minha visita no Degase ( Departamento Geral de Medidas Socioeducativas), havia uma área que era um terreno baldio e que o educandos participantes do projeto fizeram a limpeza, plantações e montaram um galinheiro. Foi um serviço legal", comenta. Os jovens preparam a terra, plantam e o resultado da colheita podem levar para a família. Ele explicou também que parte dos alimentos vão para comunidades próximas ao local das atividades do projeto. Antes do projeto haviam oficinas de padaria, marcenaria e o projeto trouxe um trabalho com a terra. "Saindo dali eles podem trabalhar como jardineiro, agricultor entre outras atividades", conclui. 

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